Encontro debate união da agricultura familiar com a educação ambiental

Melissa Silva

Representantes de vários órgãos envolvidos com a questão da agricultura familiar, como Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Agrário e Integração Nacional, entre outros, participaram, nesta segunda-feira (28/2), em Brasília, de um momento de intercâmbio para debater as experiências de construção da proposta do Programa Nacional de Educação Ambiental e Agricultura Familiar.

O objetivo do Programa, cujo projeto é resultado da cooperação técnica entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA), visa contribuir para melhorar a qualidade de vida e a sustentabilidade da produção rural do pequeno agricultor, partindo do princípio do desenvolvimento rural sustentável.

Durante o encontro foram apresentadas as oficinas piloto realizadas em três territórios rurais (Águas Emendadas, Chapada dos Veadeiros e Vale do Paranã), de forma que os subsídios dessas experiências foram discutidos para colaborar com a construção do Programa.

Como a proposta prevê metodologia que estimule a participação dos atores envolvidos, com a construção coletiva dos conteúdos e das prioridades de cada região, os representantes dos três territórios que participaram das oficinas piloto destacaram o caráter humanístico do processo, permitindo aos agricultores se conheçam e unam esforços antes isolados em ações conjuntas de educação ambiental e desenvolvimento sustentável para a convivência harmônica com o meio ambiente.

De acordo com a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, o Programa é fruto de uma demanda feita pelos representantes da agricultura familiar durante o Grito da Terra de 2009 e o objetivo é implementá-lo com a maior brevidade possível.
“Com essa demanda foi identificada a necessidade de unir a educação ambiental com a agricultura familiar. O desafio agora é fazer como se deve, com a metodologia adequada, contando com a construção coletiva e a participação efetiva dos pequenos agricultores”, disse a secretária.

Para o representante do IICA, Manuel Otero, o “Programa é uma oportunidade de termos uma carteira de projetos que de fato gere impacto no desenvolvimento rural sustentável por meio da educação ambiental”.

Além disso, o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Roberto Vizentin, também presente ao evento, destacou a importância de um programa de educação ambiental aliado ao Mais Ambiente. “É fundamental que a visão ambiental seja apreendida pelos agricultores familiares como um componente da transformação do modo de produção e como facilitador para a regularização fundiária”, afirmou.

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